Por que não votei em Lula
Essa insatisfação deve ser mesmo da inconstância da alma humana, sua simplicidade e da utópica vontade de mudar. Ainda que seja, pra qualquer lado, gosto de mudar. Ainda que andamos aos 2 por cento do Produto Interno, que não costuma representar mais do que um número, ou que se quite a divida externa, vamos querer mudar. Deve ser da espécie.
Voltando aos termos práticos, já que a teoria nunca encaixa em nada, votei em Alckmin porque quero um Brasil melhor. Ele me convenceu em sua empáfia, quanto se voltava aos olhos ópticos e dizia que queria construir um país melhor. Mais justo, maior e mais soberano. “Emprego para você, escola para seu filho”. Um slogan um tanto fraco, batido, que não vira nada. Mas representa. Vontade.
Também não posso excluir a crítica que abriga Lula. O calcanhar de Aquiles do ex-operário. A Corrupção. Com Letra maiúscula, sim porque ofende. Ofende a vontade. Ofende a Utopia. Ofende o Povo. Ofende a Economia. Ofende a Vida. É demagógico mesmo, mas pode deixar de ser. Outras coisas que deve ser da espécie humana. Demagogia e Corrupção. Sem entrar na Filosofia, na Biologia, ou no Determinismo, não podia votar no presidente, porque não pode residir no símbolo os vícios humanos.
Sou burguês (nos termos culturais, econômicos infelizmente não) e minha filtragem romântica, democrática e ética não admite essas fusões, embora eu saiba que elas são comuns. E necessárias. Porem Lula até que se maculou bem das acusações, tanto é que sofre pequena rejeição. Provavelmente vai eleger-se. Certamente, que um ou outro não representam mudança, até porque nem se sabe se ela é necessária. Talvez apenas uma apressada no percurso. Agora, só espero que meu voto, que representa muito e pouco nas intuições de republicanas tenha sido, a mais acertada das possíveis opções.

