Achado

Estou meio sumido daqui. Talvez porque eu me ocupei ultimamente com Lost. É incrível. Viciante. A história parece simples, batida até. Pessoas sofrem desastre de avião e caem em ilha “deserta”. Mas o trivial se torna surpreendente. Mistérios e uma enxurrada de flashbacks fazem da série uma quebra cabeça em que brotam novas peças a cada instante. E falo das peças perceptíveis, por que, inúmeras estão nas estrelinhas. J.J Abrans também juntou muita história inteligentemente numa mesma caixa. Assisti as duas primeiras temporadas, cada uma com 7 discos e 25 episódios que fazem o mundo parecer mais pequeno e complicado a cada intervalo. Pessoas de muitas as partes do mundo acabam descobrindo alguma relação em comum, mais ou menos como ocorre com as tramas de Iñárritu. Mas as pontas do fio do labirinto ainda estão dentro da própria ilha, com transmissões fantasmas, fumaças negras, pessoas arrastadas para dentro da selva e escotilhas enterradas no chão. Escotilhas estas que acabam por mudar em partes o enredo e o cenário da primeira temporada. Na segunda temporada já paira um ar de calor tropical, nativos assustadores, uma música tocando na radiola e botões que escondem um terror quase atômico. E os “náufragos” são praticamente um time, cada um com uma habilidade evidenciada. Um médico que não gosta de fazer escolhas acaba se tornando líder, um caçador que antes da queda andava numa cadeira de rodas e trabalhava numa fábrica de caixas, um músico viciado em heroína, uma grávida que acaba dando a luz na floresta, um gordo que ganhou na loteria, um iraquiano que lutou na guerra do Golfo, pai e filho que na vida de antes viviam separados, uma prisioneira de índole boa disputada pelo médico e por uma golpista australiano e coreanos que a principio não falam inglês. E todos estes, mais outros secundários igualmente importantes não deixam a série cair no caricaturesco. E para os brasileiros uma grande surpresa: Quase no fim da segunda temporada, dois personagens falando português. Você pensa que esbarrou no botão de dublado do controle, mas não é. A terceira temporada promete. E que no fim, que tudo não passe de uma alucinação da cabeça de Hurley, como já foi insinuado. E nem pense em ganhar a loteria com os números da escotilha. Namastê, and good luck.


1 Comments:
que porra! texto grande do caralho! E eu nem vi a segunda temporada nem a primeira de Lost, afinal, dormir cedo, né?
abs!
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