Jornalismo: Compromisso diário com a Ética.
Este texto não segue a temática desta página, mas, ao mesmo tempo, é tão demagógico que é quase um tratado de humor negro. Segue, "Como eu, enquanto jornalista, posso melhorar o mundo". Devaneios da academia.
O jornalismo é um valor estruturante da sociedade democrática. É, por que, nele reside um direito primário, fundamental do homem: O acesso à informação. No jornalismo, muitas vezes exclusivamente, ou mais satisfatoriamente, a sociedade exerce, constrói e recebe, diariamente este valor fundamental. E como mediador de tão importante canal social, está o jornalista, que já por isto, tem a obrigação de usar a ética. Tem ainda mais, uma vez que o jornalista é o profissional, entre todos possíveis, que mais atinge pessoas. Ainda que numericamente, é o mais é lido, visto ou ouvido. É daí que surge o conceito do jornalista como formador de opinião. Considerando este alcance fenomenal, é preciso critérios, métodos e responsabilidade para se fazer jornalismo. Neste ponto, entra a ética. Ouve-se muito sobre ética, dever ético, obrigação ética. Mas, afinal, o que é ética?
Grandes mentes, de variados períodos históricos já se preocuparam com o que é ser ético. Aristóteles, Estóicos, pensadores cristãos como os escolásticos, Kant, Habermas, ou Nietzsche já proporão seus temporais, ou atemporais, “códigos de ética”. Surgiu também dentro destes modelos, vários tipos diferentes de ética. Muitos até antagônicos. A ética normativa, que possuiu algumas agrupações como a ética deontologica ou a ética teleológica é baseada na aceitação de regras e princípios fixos que determinam o que é certo ou que é errado. Dentro da ética teleológica encontramos subdivisões como a ética conseqüencialista e a ética de virtudes que se baseiam na tentativa de se obter a felicidade, apenas ela, relevando outras medidas que a impeça. Apenas nesta simples exposição de conceitos é possível perceber como é difícil ser ético. Ainda que estes conceitos sejam poucos perceptíveis na prática, e ser ético a leigo modo, possa resumir-se a tentar fazer o melhor, há de se considerar que muitas decisões importantes passarão pelo jornalista e este, como o porteiro da teoria do gatekeeper é que vai decidi quais são as informações relevantes.
Acreditando na possibilidade real do jornalista como selecionador da informação, é primordial que se utilize os melhores meios e métodos possíveis para se (re)passar a informação da forma mais isenta possível, com o menor número de interferências, ouvindo-se todos os lados envolvidos e evitando os julgamentos de valores. Em jornalismo, admitindo o jornalista como o construtor de uma realidade, como faz o newsmaking, ser ético é tentar construir da maneira mais real possível. E eu, como jornalista, devo considerar a ética como sinônimo de tentar fazer o melhor para repassar a realidade.


1 Comments:
Olá meu amigo, passei aqui apenas para te cumprimentar e lhe dar meus parabéns! continue assim!
quando precisar, não exite.
Abração
Fique com Deus
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