domingo, janeiro 28

Ô Abre Alas

Não se sabe ao certo onde começou o carnaval. Alguns pesquisadores acreditam que o carnaval surgiu dos bacanais de Roma. Outra corrente acredita que a origem do carnaval é ainda mais remota. Surgiu das celebrações a deusa Ísis e o deus Osíris no Egito antigo. Outros pesquisadores já acreditam que a festa do carnaval, como a conhecemos hoje, iniciou-se com a adoção do calendário cristão, sendo de certo modo, a forma mais fiel a nossa realidade. Quanto ao nome da festa, também não há consenso. Algumas ações apontam que o nome surgiu ainda no império romano, quando uma festa típica levava as ruas um carro em forma de navio, abrindo caminho sobre a multidão. A festa da Saturnália, como ficou conhecido o festejo pagão, foi incorporada pela Igreja Católica e a palavra surgiu daí: Carrum navalis (carro naval). Entretanto, essa etimologia é contestada por uma tese mais aceita. A de que a expressão “Carnaval” surgiu do latim carne levare, que significa afastar a carne, adotado pela Igreja como uma espécie de ultimo momento alegre e profano antes do triste momento da Quaresma. A Quaresma é os 40 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e a Quinta-feira Santa, em que os cristãos são convidados a um período de penitência, jejum e oração. Como a Quaresma só foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica em 1091, o carnaval só se fixou a partir daí no calendário cristão, e posteriormente, em toda a cultura ocidental. Por isso, vemos até hoje desfiles na Alemanha, na Itália e em regiões da França e nas Américas, como os famosos carnavais de Nova Orleans ou da Cidade do México. Mesmo com toda essa popularidade, a “festa da carne” nunca deixou de ser polêmica. Tanto é, que Papas como Inocêncio II foram severos ao combate festa do povo. Já com os ventos liberais do Renascimento soprando sobre as correntes da história, da religião e da cultura, o carnaval novamente readquiriu seu caráter alegre e festivo e perdendo, em parte, o estigma vindo da Idade Média. Nesse movimento social, a festa ganhou um ar popular e desorganizado, na medida que se expandia por Portugual, Espanha, Itália. Pelos mesmos ventos liberais, o carnaval desembarcou no Brasil trazido pelos portugueses ficando inicialmente conhecido como Entrudo, que nada mais era do que sair as ruas atirando frutas, serpentinas, e perfumes uns aos outros. Como a manifestação popular era mal vista, tentou-se civilizar o carnaval, adotando, aqui no Brasil, os bailes de mascaras parisienses. Foi daí surgiu fantasias que ainda fazem sucesso nos bailes de hoje, como Pierrot, Rei Momo e Colombina. Como o carnaval casou perfeitamente com o clima brasileiro, logo o costume se alastrou. Com calor tropical, veio também as conhecidas marchinhas de carnaval, como Ô Abre Alas cantada pela primeira vez em 1899 por Chiquinha Gonzaga. As marchinhas contribuíram ainda mais para a popularização da festa e em poucas décadas o carnaval já se tornava mania nacional, gerando a cada ano milhares de empregos e fama internacional.
João Paulo Carmo


quinta-feira, janeiro 25

Entrevista

Enquanto tomava o café para ir para o trabalho, fiquei pensando sobre o texto aqui de baixo. Uma coisa me intrigou profundamente. Pensei assim: Biologicamente, é possível uma célula morta voltar a viver. Há feitos assim, comprovados na história? Como bom iniciante a jornalista, não pesquisei em lugar nenhum e pensei em um possível entrevistado. O grande biólogo e amigo Vandré Abreu. Vai aí Vandré. Vou convida-lo via e-mail, pois tenho certeza que ele não perde tempo se preocupando com o que eu penso no café da manhã ou em qualquer hora do dia. Vandré, é possível uma célula biologicamente morta retornar a vida. Isso já foi alguma vez relatado na história da humanidade?

quarta-feira, janeiro 24

Eu voltei

Passaram se os raios e as tempestades e o PC voltou. Tirando as conscientes técnicas de auto-culpa, esse tempo serviu-me para mostrar o quanto meus textos são inúteis. E, paradoxalmente, mostrou também o quanto eles me são necessários. Reconheço que as taxas de serotonina devem estar baixas, mas pra alegrar a situação e para eu sair com estilo de malandro, o PC voltou melhor ainda, não me custou um centavo e ainda posso dizer que já caiu um raio aqui em casa. E pra não dizer que ninguém notou a minha ausência, o bom amigo Túlio Moreira leu meu ultimo texto, comentou como sempre, e ainda deixou uma mensagem expressando seu luto pela minha morte virtual. Obrigado Túlio. Mas como o cara modesto como eu sou, eu ressuscitei. Sou fã do povo que ressuscita. Isso é vencer a morte. E o PC ressuscitou. De um raio. Legal. E de graça. Isso é sorte. Muita.

sábado, janeiro 13

Raio!

Estou nesse momento na Lan House da minha tia. Deus, a natureza ou física, talvez os três somados não gostam dos meus textos. O fato é que caiu um raio na minha casa e queimou o computador. Um raio! Bem na hora que eu escrevia. Felizmente, pelos dados da assistência técnica, quem recebeu as dezenas de kilowatts foi só a fonte, e em 10 ou 15 dias o PC vai estar em casa. Bom, tomará, que o pessoal da assistência não leia esse blog, já que “ danos naturais” é clausula exclusora da garantia. Só lembro de Luis Fernando Veríssimo: “ Se Deus, existe, que eu seja atingido por um raio” . A máquina foi. Mas, eu voltarei...

terça-feira, janeiro 9

Democrática

É incrível como a internet dissemina tudo. Por exemplo: Um bosta como eu tem lugar pra escrever. Qualquer Homo Sapiens pode criar um perfil para o mundo. Talvez essa seja uma das questões chaves das relações sociais. A exclusividade. Algo só adquire valor se poucos o possuem. É assim com ouro. Talvez seja uma regra. Se poucos têm, muito vale. Poucos conseguem tirar do ar o site mais visitado do mundo. O advogado da Cicarelli conseguiu. Ele vai ter seus honorários relevantemente acrescidos.

sábado, janeiro 6

PG da informação

A dona Mirian Leitão está com um texto bom hoje. Chama-se “Jornal de Amanhã”. Fala um pouco da evolução do veículo jornal ao decorrer do tempo. Como ele se desenvolve e como a mídia e os meios de comunicação, vão superar ou agregar, como diria Mcluhan, o trauma histórico da Internet. Para descobrir um modo de preservar seu emprego, Mirian leu diversos títulos, entre eles The Vanishing Newspaper, do armagedonico jornalista Philip Meyer. Nele o homem, basicamente, pega os índices de diminuição de leitores de jornal a cada ano, fez a regra de três e prevê que no ano 2043 o jornal sumiria da face da Terra. Bom, imaginando que a conta do Nostatradamus ai esteja correta, eu vou estar com...2043-2006= 37+18= 55 anos. Já vou estar é me aposentando e contando as mentirosas histórias das redações pros meus netos. Ia se até bom, por que me aposentaria como um dos “últimos decadentes”. Mas não estou tão confiante que o Meyer tenha acertado sua previsão não. Aí, pra ter fundamentos pra criticar a matemática ou a profetize do colega, Miriam leu Pulitzer Prize Features Stories, do jornalista e professor de jornalismo David Garlock. Na verdade o livro é uma reunião das reportagens dos vencedores do Pulitzer, na categoria Features (matérias especiais) para ilustrar a alma do negócio. A Reportagem. Nessa parte ela dá uma engambelada geral, idolatra e aparta a reportagem em diferentes meios, como rádio, Tv, impresso e internet e acaba terminando que o importante não é como o jornal chega em casa. Papel ou Bytes. Tanto faz, essa é a embalagem. O importante é que a procura por informação está em uma PG crescente. Cada vez mais.

quinta-feira, janeiro 4

Revelação


A sessão DVD da semana foi boa. O Jardineiro Fiel ( The Vigilant Gardener ) do brasileiro Fernando Meirelles, Nany Macfee, baseado no livro Nurse Matilda, de Brand, Christianna e Revelação ( What Lies Beneath). O último chamou atenção. A atuação de Harrison Ford e Michelle Pfeiffer sob a direção de Robert Zemeckis (Forrest Gump e De Volta Para o Futuro) é excelente. O roteiro: envolvente, profundo. Algumas divagadas, e outros fantasmas que Hitchcock não permitiria. A cena da banheira é genial. Algo que o chamado 2 ( the ring 2) não reproduziu com a mesma desenvoltura. Surpreendente. Revelante. Relevante.
Já assistiu Túlio?

segunda-feira, janeiro 1

Começou bem



2007 chegou numa segunda-feira. E já é feriado. Eita ano bom.
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