segunda-feira, dezembro 11

Org. Malta

Evidentemente que não ia jogar no lixo todas as aulas de valores-noticias lindamente lecionados pela Prof. Dra Silvana Coleta. A “mudança editorial” dessa página não a transforma em um diário. Mesmo assim, reservo mais um pequeno espaço dela para minhas andanças pela capital goiana. Hoje, fui a um dos pontos históricos da famosa “campininha”, berço dos projetos e ambições de Pedro Ludovico Teixeira e reduto do grande amigo Douglas Brankin. Ao cruzamento da avenida 24 de outubro com a Benjamim Constant. Bem ao fundo do Bradesco, nas Org. Malta. Uma esquina, envolta de uma enchente de automóveis. Um pequeno prédio azul, que anuncia no jornal a necessidade de vendedores sem experiência. No banner de entrada, reforçado por um carro com vidros fumê estacionado ao lado, dizia: Funerária. Entrei. Um individuo franzino, sem a menor vontade de retribuir minha educação de iniciante mandou-me adentrar a segunda porta à direita. Na saleta, dezenas de leitores dos classificados ouviam um velho demonstrar seu misto de dó e repugnância. Explanava suas condições: Não pago salário fixo, não assino a carteira antes dos 90 dias de experiência, e pago R$ 3,50 por cada plano funerário vendido. Quem quiser começar, amanhã aqui na porta. Quem não se interessar, pode se retirar.
Não restou ninguém na sala.

1 Comments:

Blogger douglasbrankin said...

Soh de ter mencionado minha casa merece 10 !!!
Muito boa sua crônica!!!!
Cada dia vc evolui mais!!!
Abração manin!!!

seg. dez. 11, 08:24:00 PM  

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