Noite Feliz
Tive a felicidade de descobrir a beleza do natal. Acho que é a sensação de serendipidade que August Kekulé teve ao visualizar a estrutura do anel benzênico. Serendipidade é a descoberta que aparece do nada. Um acaso da sorte. A de Kekulé aconteceu depois dele adormecer com um livro de química na mão. Em sonho, o alemão visualizou as estruturas do anel se ligando, como serpentes que mordem a própria cauda. Foi a base de sua teoria, e de toda química orgânica. A minha ocorreu-me em uma data oportuna. A virada para a noite de natal. Fui com meus pais à ceia na casa de minha avó, na fazenda. Como não avisamos, ela não havia preparado nada especial e acabamos indo para a casa de um vizinho. Lá, pude ver a beleza do cristianismo. Era a casa de um senhor negro, visivelmente muito pobre. Mas, alegria não faltava. Muita abundancia. Festejavam o nascimento de um rei. De fato, algo especial transparecia. Coloquei-me a imaginar a estória que nos colocavam em reunião naquela noite estrelada. Imaginei a cena, na cronologia indicada. 2007 anos atrás, o filho de Deus nasceu. A questão teológica não é importante, até porque esgotaria meu espaço, disposição e capacidade. Nasceu o homem mais importante do mundo. O Salvador da humanidade. Saiu do vente de uma camponesa, para deitar sob a palha de um estábulo. Foi filho de um carpinteiro e sofreu as dores humanas. Foi pregado em uma cruz e perdoou seus perseguidores. Deixou a nós a semente da igualdade e da bondade humana. A capacidade de amar. De declarar que os homens são iguais. Isso, me apareceu ao olhar uma estrela da noite de Natal. Mas, nada comparado a descoberta de Kekulé.


2 Comments:
The Grinch ?
Perdoe minha ignorância.
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