sábado, dezembro 30

Manchete Mundial


Fiquei sabendo ainda ontem, às 1h da madrugada, pelo plantão da Globo. A musiquinha dá medo mesmo. Pan, pan, pan, paaaaan. Wilian Waac entrou em cena assustado, ainda meio sem saber por não tinha ido dormir até aquela hora, e por que foi chamado para interromper O Poderoso Chefão de Francis Copola. Anunciou a morte por enforcamento do ex-ditador iraquiano. Antes já tinha deixado claro, na edição do Jornal, que era contra a sentença. Ele ou alguém que escreveu o texto, era contra. Os dois, presumo. Logo, não estava visivelmente feliz com a execução. O jornal iniciava com: Ditador sanguinário, tirano, opressor e assassino. Mas o contraponto de Waac deixava claro que a morte deixaria-o na história como vítima. Politicamente não foi uma boa saída. Mas quanto às demais esferas, como justiça, conflitos mundiais, e ao futuro do povo iraquiano, parece- me ainda pior. A condenação aparece como a mensagem da dominação. Um julgamento viciado. Tanto que o juiz que declarou a sentença pediu uma copia do vídeo da execução. Não defendo Saddam. O mundo até me parece mais “seguro” sem ele. O problema é que a morte assusta. Assustou Waac, assustou ao Iraque, assustou ao mundo. Não sei o que significa o enforcamento de um ditador. Se é a morte de um regime, ou a perpetuação dele, através das mesmas práticas. Talvez o futuro nos diga, talvez. Parace ser imprópria, mas tenho que citar o manchete do O Globo de terça-feira estampando o rosto de Saddam: Esse homem não verá 2007. Não viu.

1 Comments:

Blogger douglasbrankin said...

Falsa revolução, justificada por uma falsa democracia!!!
Hein passa lah no q vergonha!!!
Depois de muito tempo coloquei um texto ferinha lah!!
Abraços!!!

dom. dez. 31, 03:45:00 AM  

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